

Minha Tia Verônica morreu de câncer, ela ficou uns dois anos lutando contra a doença, uma guerreira e aos 50 anos ela se despediu de nós, como foi difícil receber a notícia. Não acreditei, como pode isso estar acontecendo, ela estava aqui nesse momento e no outro já não fazia mais parte das nossas vidas. Minhas lembranças são os presentes que ela me deixou de herança. Momentos maravilhosos, ela acreditava em mim, sempre acreditou.




Eu não sou batizado em nenhuma crença, meus pais preferiram que essa escolha fosse minha. Eu via todos os amigos tendo madrinhas e padrinhos e eu não tinha ninguém, foi quando eu a convidei para ser minha madrinha, ela rapidamente aceitou. Estou sorrindo nesse exato momento, ao recordar. Uma mulher jovem, com tanta energia, lutou até o fim.




Eu caminhei com o vento, com o sol nascente e poente, caminhei carregando as gotas das chuvas e os flocos de neves, caminhei até criar calos, caminhei até quando estava no chão, caminhei com sorriso, com lágrimas nos olhos, com raiva e com dor. Eu caminhei, como eu caminhei. Um misto de emoções, feito estações.
Meus olhos testemunharam tantas belezas, meu olfato sentindo aromas jamais imaginados, meu paladar foi ao céu e voltou com tantos sabores ali provados, meu tato foi tocado por tantas coisas e coisos e meus ouvidos foram afiados por tantas melodias a ele exposto.
Tem aqueles que vêem o copo meio cheio e outros meio vazio. Eu já prefiro ver o copo sempre cheio.

A alegria está ao alcance de todos que querem sentir alegria. Está em um simples abrir de olhos ao bater de asas.




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