Pico da bandeira. O que esperar do terceiro maior pico da nação brasileira?
Eu esperava uma vista maravilhosa, esperava também dificuldades no caminho e esperava o calor e o frio e tinha certeza que ia morrer de fome, pois não levei nada para comer, apenas umas bananadas que eu tinha ganhado da minha amiga Brunna. Seguimos em frente!
Minas Gerais especificamente no alto do Caparaó uma cidade pacata infestada de Fiat Unos, era Uno para todos os lados. Um lugar aconchegante e bem tranquilo. Tem até WIFI free na praça da igreja, que também estão por todos os lados, para cada lugar que se olhava era um templo religioso diferente, tinha de todas as cores, sabores e tamanhos.
Na noite da viagem, faltando 30 minutos para minha carona chegar, eu decidi arrumar minha mochila.
 |
| Isolante térmico, saco de dormir, barraca, bastão... |
 |
| Mochila pesada |
 |
| No camping, todos haviam montado suas barracas era hora de comer |
Tirei uma foto com ela nas costas e pensei que mochila pesada, como eu vou aguentar isso. Mais fui me acostumando, pensei na travessia de Petrópolis x Teresópolis, serão três dias e depois pensei no caminho de Santiago na Espanha que eu vou fazer em março que serão 32 dias de caminhada. Não é fácil colocar e tirar uma mochila grande das costas, tem que ter treinamento.
Mais uma vez eu vejo como as pessoas querem se divertir, no local do encontro para viajar, as pessoas iam chegando e vinham com tudo, vestiam roupas confortáveis e mochilas nas costas, sacolas nas mãos e com um sorriso estampado no rosto. Não estavam nem aí com nada, simplesmente o sentimento de liberdade e aventura. Que orgulho estar rodeado de pessoas assim.
Seguimos viagem, o motorista muito louco, se perdeu várias vezes, manobrava em lugares proibidos e muitas vezes nem espaço tinha para manobrar, a galera reclamou um pouco da empresa 1001. Eu tomei um remédio de gripe, não que eu estivesse gripado eu queria é dormir mesmo e dormi mesmo. As vezes que acordei era pelo barulho de apito que o ônibus emite quando dá ré e a outra era a minha amiga de poltrona, ela soltava muitos gases fedidos.
 |
| Eu posando de gatinho |
 |
| Meu barraco no Terreirão |
 |
| No topo |
Já instalado no Camping, hora de estrear minha barraca NORD, meu saco de dormir, o isolante térmico que na minha cabeça era perfeito. Que nada, não é fácil acampar, que trabalheira, encontrar um lugar bom com terra macia, que tenha sombra, o pior é que todos querem um cantinho desse, foi uma correria, eu corri me joguei no chão junto com minha mochila e finquei meu bastão de caminhada no chão e proclamei naquele momento o Estado Unido do Diego, pronto era meu território.
 |
| O sol já havia se despedido |

Vamos montar a barraca, ler o manual e rezar que tudo dê certo. Deu tudo certo, a barraca ficou muito bonita e claro não entrei deixei para mais tarde, que decepção como é pequena, ou eu sou alto e grande demais, minha cabeça ficou encostada em um lado e meus pés no lado oposto, me senti numa lata de sardinhas. E o saco de dormi que na minha cabeça era uma cama, que nada, nem entrar nele eu consegui, não fabricam esses produtos para pessoas grandes. Nunca li em blog um aviso de que não é confortável dormir em saco de dormir, não posso esquecer do isolante térmico funciona, funciona se eu tivesse colocado três, um do lado do outro, cara apenas um metade do seu corpo vai ficar do lado de fora com toda certeza, eu passei por essa experiência. Porém para curtas caminhadas é preciso carregar poucas coisas e coisas leves. Tudo bem, nada que um relaxante muscular não te faça apagar.

Vamos falar da caminhada até o pico da bandeira, nossa que lugar lindo, eu em vários momentos me senti na Terra Média da trilogia Senhor dos Anéis. Um lugar lindo, uma imensidão imensurável, escadas de pedras, setas pintadas nas rochas marcavam a direção, estacas no caminhos demarcava os limites da trilha, sempre seguindo a estrada dos tijolos amarelos, o grupo segui de jipe por dentro do Parque, até um mirante onde começava a trilha para o topo, um lugar lindo.
O guia faz uma reunião explicando tudo o que era necessário para concluir a trilha até o topo, gente é muito chão, o tempo estava quente, meus braços ficaram pretos de tanto sol que eles pegaram.

Eu fui seguindo a trilha admirando toda sua beleza até chegar no terreirão, um lugar descampado que serve de base para começar realmente a subida da base ao topo do pico da bandeira. Lá é um camping, com banheiro e água potável. Descansei durante umas duas horas e partimos da base ao topo. Segui a trilha com dois rapazes e uma moça, eles andavam muito rápido, nos distanciamos de todos, e concluímos a subida em 1:30 h, nessa subida você passa por todos os tipos de obstáculos, são muitas pedras soltas, arbustos, fora a vista maravilhosa que muitas vezes me vi distraído contemplando sua beleza.

Falta ar a cada passo que eu dava, o ar ia ficando rarefeito, eu tive dificuldade de respirar o coração disparava, eu muitas vezes tive medo de morrer por causa da pressão que dava no corpo, mais deixa de drama, eu queria chegar lá no topo, eu ia pulando de pedra em pedra, meu bastão de caminha meu fiel escudeiro me ajudou muito, polpando meu joelho tanto na subida quanto na descida. Importante todos devem comprar um, é barato 50,00 você compra um.
De longe perdido naquela imensidão que mescla Espirito Santo e Minas Gerais a gente via a torre, que calor eu suava muito, desidratava demais, tinha bebido bastante água no terreirão, mais parecia que eu ia evaporando a cada passo dado. Que lugar incrível, o topo quando finalmente cheguei, não tem como descrever a beleza e o quanto é alto.
 |
| Galera toda reunida depois de horas |
Teve uma parte que fui caluniada ai .... hahahaha Mas realmente a vista é linda <3
ResponderExcluirAmigo que experiência maravilhosa!
ResponderExcluirMuito feliz por VC estar nessa vibe positiva!
Amigo que experiência maravilhosa!
ResponderExcluirMuito feliz por VC estar nessa vibe positiva!
Diego..meu lindo irmão. .o belo da vida é isso o seu interior encontrando o seu exterior. .a vida é bela..e vc completa ela..te amo. .
ResponderExcluir