segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Cachoeira do Escorrega e Cachoeira da Lage

O dia é 20 de setembro um domingo com sol, são 5:30 da manhã e acordo com preguiça de levantar e penso em desistir da possível aventura que poderei ter. Mais se eu desistir o que eu terei para contar? Fala sério, eu grito comigo LEVANTA e eu me levanto, corro para o banheiro, ligo um aplicativo muito legal do celular Superplayer e escolho o canal de música Arrumando as Malas, nossa só músicas legais. Tomo um banho esperto e ainda tenho dúvidas se eu vou. 


Decidido a ir e bastante animado para usar uma mochila arpenaz 10L Quechua que é própria para trilhas não muito longas, super confortável. Coloco dentro dela uma garrafa de água 1,5L, quatro barras de cereal, uma toalha kingcham muito irada ela seca rapidamente e não fica molhada, protetor solar pois o dia prometia muito sol, meu chapéu com ambas para proteger meu pescoço e minha recente careca (pequena e quase imperceptível). Tudo pronto, segui para o terminal central de Macaé, tínhamos marcado 6:20 AM com todos os participantes do Ponto da Aventura, que alegria rever os amigos de trilha, poder mostrar minhas roupas tecnológicas e suas funcionalidades, eu curto muito fazer propaganda de coisas legais e boas.


No terminal de ônibus eu decido ir de carro para o distrito de Bicuda Pequena, esse era no destino. Eu convidei alguns amigos para seguir viagem comigo, um casal muito simpático a Cris e o Wagner meus parceiros de trilha, foi com eles que fiz a minha primeira trilha segurando vela. Foi em Búzios, fizemos duas trilhas, porque a Cris já estava morta no final da segunda, fomos almoçar e contemplamos o pôr do sol no Porto da Barra em Búzios, lugar lindo e muito divertido, com vários bares e restaurantes.

Voltando a Macaé, peguei o carro e fui seguindo o carro do Guia Erick, eu não tenho costume de acelerar muito o carro então segui a 90 km, depois de uma hora de muito buraco e poeria pelo menos em um pequeno trecho, chegamos no destino. Muita festa, como chegamos cedo no ponto de encontro, ficamos passeando no local. Tinha um trailer que vendia lanches, comi um bolinho de aipim com carne seca muito saboroso, relutamos pagar R$ 25,00 em um frango assado que já estava quase assado e nem eram 8:00 da manhã, muito estranho isso que fique relatado.

Chegando o ônibus, estamos agora todos reunidos, eu escuto alguns relatos que estavam destruídos pela viagem de ônibus, uns estavam até enjoados de tanto que foi chacoalhado dentro do transporte público que custou apenas R$ 1,00.

Recebi minha carteirinha do ponto da aventura, que foi parar dentro da máquina de lavar roupas ontem, dentro da calça. 

Começamos a trilha, muito emocionado de estar junto a natureza e junto da Fernanda, garota esperta gosto muito dela, por ser uma heroína e toda tem um ponto fraco, o dela é o sol, cara o sol destruiu a Fernanda ela andava se derretendo. Eu e Marcelo servimos de cabide para ela em toda a trilha. Em todo ponto de água ela se refrescava e recarregava as energias.

Primeira parada a cachoeira do escorrega, nossa que lugar lindo eu me senti no paraíso, minha vontade de viajar para o exterior diminui 85%, claro se eu for levar em consideração a crise em que estamos minha vontade cai para 100%, eu prefiro pagar os R$ 15,00 que o Ponto da Aventura cobra.

Que lugar lindo, eu pareci um maluco repetido a mesma frase, e fala a mesma frase para cada pessoa que chega na cachoeira, ela era bem escondida tipo um jardim secreto ou uma passagem dentro do guarda-roupas, lugar incrível, lindo demais, como eu queria que meus sobrinhos estivessem comigo ali, eles iriam amar.

Cachoeira do Escorrega
Desfrutamos das hidromassagens que a natureza construiu, meu Deus que lugar gostoso de se estar. Um casal super lega levou um bolo de aipim muito saboroso, eu comi dois pedaços, e comi mais coisas dos meus amigos também, acho que é uma das vantagens de ser avulso.

Cachoeira do Escorrega

Cachoeira do Escorrega
Partimos para outro destino, cachoeira da Laje, foi ai que as coisas complicaram, eram uns 4 km de distância até esse local, Fernanda já apresentava sinais que ia desmoronar mais mantinha-se firme apoiada em dois paus humanos, sentamos enfrente a um cemitério, que parecia não ser usado a bastante tempo, chegamos a comentar que ali a morte não incomodava. Um ataque de micro carrapatos começa a subir nos tênis e roupas das pessoas que ali descansavam.

Marcelo e Fernanda

Encontramos um ponto de água que brotava em um cano em um morro de barro, não sabíamos a procedência da água, eu cheirei e bochechei a água, não tinha gosto e nem cheiro, portanto bebi, bebi e muito. Seguimos com a Fernanda cantando uma canção do Mágico de Oz.
"We're off to see the Wizard, The Wonderful Wizard of OzYou'll find he is a whiz of a Wiz! If ever a Wiz! there was
If ever oh ever a Wiz! there was The Wizard of Oz is one because
Because, because, because, because, because
Because of the wonderful things he does
We're off to see the Wizard. The Wonderful Wizard of Oz"

Chegamos na outra cachoeira, que estava muito bonita também, mais nada se comparava a do escorrega, eu queria voltar imediatamente, mais ficamos e descansamos, comemos e descansamos mais um pouco, o povo gosta de descasar.
Cachoeira da Laje

Retornamos para o ponto de partida, estava muito quente e tínhamos muita estrada pela frente. Foi muito bom estar mais uma vez reunido com essa galera.



Trilha noturna Pedra Peito de Pombo Sana

O sábado começa bem animado é dia 26 de setembro, rock in rio rolando na cidade do Rio de Janeiro, véspera de São Cosme e Damião, festival de música instrumental no Sana e é claro o melhor, um dia com muito sol. 

Eu não havia levantado da cama, não havia arrumado minha mochila e já eram 10:00 h da manhã, eu precisava descansar confesso. E confesso também que estou um pouco viciado na Netflix.

Como sempre e estrategicamente fiquei planejando na minha cabeça o que levar para a trilha, estaria muito calor durante o dia e a noite com toda certeza estaria frio (no topo da Pedra).

Eu comprei umas roupas tecnológicas no site da Decathlon, segunda pele superior e inferior, casaco fleece, toca e luvas e calça legging response, havia prometido para mim que nunca mais sentiria frio outra vez, essas roupas estariam na mochila isso sem dúvidas, comida eu não fiz questão de me preocupar, levaria umas mexericas e umas barrinhas de cereal, jantaria no Sana com os amigos antes de encarrar a subida. Separei uma garrafa do vinho barefoot, um vinho da Califórnia cuja a casta era Zinfandel uma uva muito famosa e saborosa. Eu sou sócio do clube do vinho, wine.com.br é lá onde compro minhas garrafas. 

Faltando uma hora para sair de casa, decido arrumar minha mochila e rapidamente ponho em prática tudo que havia planejado mentalmente. Pronto mochila arrumada, nela tem:


  1. Fleece quechua forclaz 500
  2. Luvas teke heat touch wed´ze
  3. Cachecol reversível wed´ze 
  4. Segunda pele superior
  5. Collan isolante elioplay
  6. Calça ekiden essential kalenji
  7. Meias forclaz warm
  8. Cueca boxer kalenji
  9. Lanterna de mão energizer
  10. Vinho californiano barefoot zinfandel
  11. Camiseta ekiden kalenji
  12. Remédios,higiênico e comida





Decido ir de carro até Casimiro de Abreu, convido meu amigo Junior do Ponto da Aventura para ir comigo, estaciono meu carro na cidade e pego uma transporte que nos leva ao Sana.

Chegando no Arraial do Sana, o local está em festa pois estava acontecendo o 7º Festival de Música Instrumental do Sana, esperamos na praça, eu dormi literalmente, forrei a minha toalha na grama e tirei um cochilo. Acordei e dei um passeio pelo centro, meus amigos estavam se reunindo e era uma festa, todos se abraçando e matando a saudade, o ponto de encontro era na praça dos artesanatos, local onde é vendido todo tipo de artesanato local. Comprei uma toca de crochê muito legal.

Galerão reunido abro a garrafa de vinho, temos que esperar dar 23:00 para começar a trilha, já jantamos e bebemos, agora é tirar a foto com todos reunidos e partir.
Todos estão muito ansiosos, tem muitos que farão a trilha pela primeira vez e eu deixo bem claro que é uma trilha difícil e muito puxada, com subidas e escaladas. Gosto de ver a cara de assustado deles.

A lua está linda, começamos a caminhada, para minha segunda vez eu estou bem animado, eu estava com lanterna, equipamento que eu não tinha quando subi pela primeira vez. 

Estava uma noite bem tranquila e quente, a trilha possui três pontos de coleta de água, ela não é muito sinalizada para se fazer a noite, mais o guia sabe o caminho de olhos fechados, que lugar lindo, a lua iluminava todo o pasto. 

A galera bem animada não parava de falar, cantoria, imitação de som de animais, todos bem animados, eu poupava fôlego para aguentar o que vinha pela frente, uma subida bem cansativa puxando raízes e troncos de árvores. Tinha algumas porteira para atravessar, como dizia o guia o último a passar fecha a porteira, é regra. 


Paramos para comer algo e descansar, como foi divertido, eu vi gente carregando sacola plástica, bolsa de uma alça só, mochila de computador, tinha de tudo. Isso só dificultaria as coisas para trilha, mais vivendo e aprendendo. Um ponto bem cobrado, NÃO SE FAZ XIXI NA TRILHA! Saia da trilha e faça suas necessidades.

Depois de 1:30 h de caminhada, já estava com muito calor, nós fazíamos várias pequenas pausa para agrupar o pessoal, eramos uma equipe e tínhamos que permanecer unidos. A quantidade de mulher era maior do que a de homem, um sinal que a mulherada está buscando mais se aventurar. Nossa, na última hora de caminhada de quatro horas total de subida, eu já não aguentava mais, as pessoas perguntando se estava chegando, a subida era bem íngreme, estávamos escalando raízes e troncos, estava muito escuro, esqueci de mencionar eu era uns dos primeiros da trilha abrindo caminho, me senti muito feliz por isso e senti medo por que era tudo muito novo, tinha muitas árvores caídas pela trilha dificultando nossa passagem. 

Mais quando alcançamos o topo foi incrível, que sensação de vitória, estava muito cansado e com muita sede, me restava apenas 500 ml de água apenas. Me instalei na pedra do Peito do Pombo e ficamos aguardando o resto do pessoal, tinha umas 15 pessoas comigo no topo e tinha muitas para chegar ainda. Aí que começa o problema para a galera, depois de muita festa e alegria contemplando a beleza do local. O frio era um inimigo, o corpo quente e suado, foi trocado por um com dor e com muito frio. Diga de passagem que eu não estava suado e muito menos com frio, graças as roupas tecnológicas e apropriadas para a ocasião, me salvaram. Acho que eu era o único que não senti frio, tinha o Bob o cachorro que nos segui a trilha toda, na verdade era ele que ia na cabeça da trilha, abrindo caminho. Era muito confortante na grande escuridão ouvir meus amigos chamando o Bob e ele aparecia com seu pelo branco abanando seu grande rabo. 




O frio começou a incomodar a todos, a pessoas começaram a uma grudar na outra para não sentir tanto frio, eu deitei no meio de duas moças que foram me apertando e apertando, eu me senti um biscoito recheado onde o recheio era eu. Graças a mim elas conseguiram passar pela madrugada fria. Todos estavam rezando para chegar ao topo, depois rezando para a madrugada fria passar e o sol nascer. Claro que quando ele nasceu isso tudo ficou para trás visto a beleza de um nascer do sol, ele nasceu um pouco tímido e rosado, mais depois ele apareceu e esquentou a todos. Ver a superação dos meus amigos, com os pés arrebentados cheios de bolhas e machucados, os tênis rasgados, as pernas arranhadas e as mão com feridas, quem disse que é fácil fazer trilha noturna. Mais estávamos todos lá tremendo de frio e juntos.




Missão comprida, todos haviam conseguido finalizar a trilha, todos estavam em segurança no topo da montanha, todos tinham história para contar, calos para cuidar, lágrimas para enxugar, como era bom acordar e ver todos seus amigos ali reunidos em um só festa, muitas pessoas eram novas para mim, fiz novos amigos e revi velhos, foi muito prazeroso estar mais uma vez reunidos com eles.










Nosso retorno foi bem mais rápido e tranquilo, era dia e o tempo estava agradável, as fontes de água salvaram o nosso dia, eu estava com muita sede e bebi muita água na descida, e adivinha quem estava comigo na descida o cão legal Bob, ele estava bem magro e bem cansado, espero que ele fique bem.

Então correu tudo bem, fiquei muito feliz com o resultado da trilha. Espero ver todos na próxima aventura.







sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Trilha para Bicuda Grande em Macaé

Mais um domingo havia chegado, era um dia de sol, acordei 5:30 e tratei de arrumar minha mochila, eu sempre deixo para aprontar a mochila antes de sair, eu fico visualizando o que vou levar e onde estão esses itens no meu quarto, ficou construindo um mapa organizacional de viagem mental, ai quando acordo eu monto tudo, até o momento está funcionando.

Peguei umas tangerinas, um biscoito, meu chapéu com aba protetora de pescoço, coloquei uma calça e uma blusa, até aí eu ainda não usava roupas tecnológicas que são mais leves e não retem suor. Depois de 20 minutos tudo já estava em seus devidos lugares, direto da minha cabeça para a mochila.

Peguei meu carro e fui para o terminal central de Macaé para pegar o ônibus para o Distrito de Bicuda Grande, mais uma aventura estava para começar.

Eu sendo Moisés
Segue o ônibus durante 1:30 h de viagem e chegamos no ponto de partida da trilha, o dia lindo de sol, galera animada, é como se todos se vestissem com uma nova roupagem, o estresse do dia a dia é esquecido, ali somos todos aventureiros, pousamos todos juntos para uma foto especial. E vamos enfrente, a medida que vamos caminhando eu vejo um casal muito simpático, eles já são coroas mas são muito ativos, eles me contaram que já fazem trilhas e viagens pelo Brasil há muitos anos, depois de terem criado os filhos, agora só querem curtir a vida. Claro que eu como um grande filão de comida alheia, fiquei de olho no que casal havia preparado de lanche. Eu adoro comer comida e lanches que meus amigos levam, sei lá é aquela velha história a grama do vizinho é mais gostosa.

Eu não imaginava o quanto era bonito o interior da cidade de Macaé, o nosso passeio estava correndo muito bem apesar do calor.
Galera animada
Serra Escura localizada no município de Macaé, próximo à localidade de Bicuda Grande. 



Serra Escura

Descobrindo as trilhas em minha cidade Macaé

Bom meus amigos, eu posso dizer que eu cansei de passar os fins de semana curtindo as praias da Região dos Lagos, elas são maravilhosas, Búzios o que dizer desse balneário maravilhoso? Sem palavras, porém eu descobri um grupo muito legal na internet que estavam fazendo algo incrível e que eu nunca havia feito, TRILHAS, eu achei muito legal as fotos que as pessoas estavam postando, lugares lindos, montanhas, vales, lugares remotos, noturno, diurno, eram imagens incríveis que estavam fazendo meu coração saltar no meu peito. Como eu queria estar ali com aquelas pessoas, sempre gostei de aventuras, nossa minha infância foi repleta delas, eu sempre gostei dos filmes do Indiana Jones, sempre gostei de caminhar e de estar conectado de certa forma com a natureza, mais em algum momento da minha vida, eu me perdi na trilha, peguei algum desvio ou simplesmente errei o caminho, mais nada me levava a aventura, até que esse dia chegou, como eu disse, eu descobri o PONTO DA AVENTURA um grupo aqui de macaé que organiza trilhas, trekking noturno, diurno, na água e por aí vai, era incrível ver o rosto de alegria das pessoas naquelas fotos no site, então eu me inscrevi em um passeio, a trilha era para subir a trilha do Peito do Pombo, região serrana de Macaé.

Pedra do Peito de Pombo - uma das maravilhas naturais do Sana. Trata-se de formação rochosa a +/- 1300 m de altitude que, vista de determinados ângulos, assemelha-se a silhueta de um pombo pousado sobre a rocha. É um desafio para montanhistas que chegam de todas as regiões do pais para escalá-lo. Do alto, avista-se todo o litoral de Macaé, Rio das Ostras, Barra de São João, Búzios e Cabo Frio. São três horas e meia de caminhada, a partir do Arraial do Sana.
http://www.portaldosana.com.br/trekking.htm



Eu paguei R$ 15,00 para fazer parte do grupo que iria fazer a trilha, paguei 2 reais de passagem de Macaé do terminal central até o Frade custou 1 real e de lá peguei indo para o Arraia do Sana. Muito barato, eu pensei.

Chegando no Sana eu não conhecia ninguém do grupo Ponto da Aventura e tudo era muito emocionante, seria uma trilha noturna e eu havia esquecido minha lanterna, na verdade eu nem tinha uma. Eu sou um cara tranquilo e muito avulso, comecei a interagir com as pessoas e conversa vem e vai, fui conhecendo todos. Pronto a rede já havia sido tecida. Viramos uma família, grande, barulhenta e feliz.

Hoje a janela da minha alma foi aberta e eu consigo ver belezas que não via, na simplicidade do tempo e na grandeza do coração.

Vou estar relatando aqui minhas lembranças e estarei postando dicas de como ser feliz.