terça-feira, 27 de outubro de 2015

Domingo cinzento é sinal de trilha cinzenta.




A vida é tão rara, vivemos em um mundo tão turbinante onde nada para, a vida não para, nossa cabeça não para, nosso coração não para, claro que se parasse estaríamos mortos, mais não é esse o ponto. A pressa, o desespero, a insatisfação, o desrespeito, tudo isso está destruindo o ser humano. Vamos ensaiar um vida onde a paciência é o sol e giramos em torno dela. O segredo é ter paciência com tudo, com as pessoas, com a vida, com o seu desejo e principalmente consigo mesmo.

Domingo amanheceu nublado, o passeio para Friburgo para visitar o parque da Pedra do Cão sentado havia sido cancelada, eu estava mais uma fez rolando em minha cama, querendo fazer algo, eu havia desmarcado alguns compromissos para poder viajar com o grupo Ponto da Aventura porém, paciência, não rolou. Então fiz minhas orações e pensei, a netflix está com uma programação maravilhosa de séries e filmes europeus, assisti Minhas Tardes com Margueritte, esse filme é muito emocionante. Depois de ter recarregado minhas energias eu decidi mostrar a um amigo as maravilhas de Macaé.





Preparei minha mochila e parti para a Bicuda Pequena um distrito muito pacato de Macaé, o tempo oscilava com o sol tímido que teimava mostrar sua luz e a chuva que competia querendo um pouco mais de atenção. Levei uma hora dirigindo até chegar no povoado, eu e meu amigo Alisson, decidimos almoçar em uma pequena e aconchegante pensão, os dono foram muito gentis com a gente, a dona não parava de contar o quanto ela estava feliz por ter parado de fumar, ela disse que não foi fácil mais com muito esforço ela havia vencido esse vício. Esqueci de mencionar o Alisson é vegetariano e curte muito fazer trilhas também, e no menu havia uma lasanha de queijo com molho branco e a dono deixou bem claro que não havia nenhuma carne nela, nossas bocas encheram de água, a minha acabou de encher de novo só de lembrar da deliciosa comida servida naquela pensão, eu como carnívoro devorei três bifes de frango, porque eu amo frango, principalmente o frango assado da minha mãe.

Depois de desabotoar as calças e seguir enfrente ao nosso destino, mostrei para todos a importância de caminhar com o bastão de caminhada, o tempo havia se firmado e com uma bala de menta na boca nós seguimos. O caminho era muito agradável, eu já estava todo suado de caminhar rápido, quando avisto a frente dois gatinhos muito pequenos, abandonados em uma vala, o Alisson pôs um em sua palma da mão e ele se encolheu tentando se aquecer, e eu peguei o outro e sorri para ele. Coloquei ele no chão e corri sem olhar para trás, pois era muito difícil ter que deixa-los ali no chão molhado. Quando meu amigo me alcanço eu olhei para ele e perguntei se ele havia resgatado os bichanos e ele falou que não, fiquei triste. Mais seguimos em frente. São decisões que tomamos na vida, na volta não os encontrei mais.

Chegando na cachoeira a vista era deslumbrante, o silêncio que era aquele lugar. Eu super agitado, não parava, foi quando meu amigo me disse, Diego senta, tenha paciência, aprenda a CONTEMPLAR esse lugar lindo que você está me apresentado, escuta o barulho da água em suas quedas, veja os pássaros brindando a vida ao bater de suas assas. Eu tirei minhas roupas e entrei naquelas águas que corriam e levavam tudo que eu não queria mais em minha vida. Senti a queda da água em minhas costas, deixei pesar em meus ombros e relaxei, eu estava contemplando, eu estava vendo o tempo passar, eu estava ensaiando uma vida onde o contemplar era a principal tarefa do dia.

Uma família chegou e nos avistou, viram como estávamos felizes e dentro da água, estava um pouco frio fora da água porque dentro dela estava muito bom, era a vida que passava com uma velocidade pelo meu corpo, eu inspirei a família a entrar na água, valeu o esforço um deles entrou, a menina era pura alegria em sentir as águas levando seus problemas para bem longe, e assim relaxando. Ela estava feliz, o sorriso estava bem claro em seu rosto.

Todos já haviam ido embora, eu estava deitado em uma rocha que mantinha-se quente e dormi, ao despertar eu e Alisson decidimos escalar uma montanha muito alta, e seguimos, secamos nossos pés e subimos o morro, entre buracos e bostas de boi, seguimos, com era alto e distante, quando chegamos no topo, não era ainda o topo, o topo não chegava nunca. Enfim não chegamos ao topo, mais já era muito alto, as nuvens se fecharam em cima de nossas cabeças e começou a chover, decidimos descer, vou dizer a descida foi bem mais rápida. Nós olhávamos para cima e víamos o quanto distante estávamos.

Juntamos nossas forças e nos espedimos daquela vista maravilhosa, o tempo estava cinzento, mais estava agradável, nós nos divertimos, como foi bom exercitar o contemplamento da vida.

Voltamos para o centro e cozinhamos um jantar maravilhoso para meus amigos da República Muquifão.



Meus amigos, em dias de frio, em dias de tristeza, em dias em que você não se reconhece no espelho e tem medo, não se esqueça de gritar bem forte FODA-SE, FODA-SE.

Não tenha vergonha, não tenha medo. A vida não é tão difícil de ser vivida.

Os problemas sempre irão existir, porém ninguém vai te matar por você estar com seu cartão de crédito atrasado, ou estar com alguns quilos a mais, ou simplesmente insatisfeito com qualquer coisas. A vida não para. A vida é o que projetamos nela. Não espere, vá buscar o que você deseja.










quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Pico da Bandeira - Serra do Caparaó - Minas Gerais

Pico da bandeira. O que esperar do terceiro maior pico da nação brasileira?

Eu esperava uma vista maravilhosa, esperava também dificuldades no caminho e esperava o calor e o frio e tinha certeza que ia morrer de fome, pois não levei nada para comer, apenas umas bananadas que eu tinha ganhado da minha amiga Brunna. Seguimos em frente!

Minas Gerais especificamente no alto do Caparaó uma cidade pacata infestada de Fiat Unos, era Uno para todos os lados. Um lugar aconchegante e bem tranquilo. Tem até WIFI free na praça da igreja, que também estão por todos os lados, para cada lugar que se olhava era um templo religioso diferente, tinha de todas as cores, sabores e tamanhos.

Na noite da viagem, faltando 30 minutos para minha carona chegar, eu decidi arrumar minha mochila.

Isolante térmico, saco de dormir, barraca, bastão...




Mochila pesada


No camping, todos haviam montado suas barracas era hora de comer
Tirei uma foto com ela nas costas e pensei que mochila pesada, como eu vou aguentar isso. Mais fui me acostumando, pensei na travessia de Petrópolis x Teresópolis, serão três dias e depois pensei no caminho de Santiago na Espanha que eu vou fazer em março que serão 32 dias de caminhada. Não é fácil colocar e tirar uma mochila grande das costas, tem que ter treinamento.

Mais uma vez eu vejo como as pessoas querem se divertir, no local do encontro para viajar, as pessoas iam chegando e vinham com tudo, vestiam roupas confortáveis e mochilas nas costas, sacolas nas mãos e com um sorriso estampado no rosto. Não estavam nem aí com nada, simplesmente o sentimento de liberdade e aventura. Que orgulho estar rodeado de pessoas assim.











Seguimos viagem, o motorista muito louco, se perdeu várias vezes, manobrava em lugares proibidos e muitas vezes nem espaço tinha para manobrar, a galera reclamou um pouco da empresa 1001. Eu tomei um remédio de gripe, não que eu estivesse gripado eu queria é dormir mesmo e dormi mesmo. As vezes que acordei era pelo barulho de apito que o ônibus emite quando dá ré e a outra era a minha amiga de poltrona, ela soltava muitos gases fedidos.

Eu posando de gatinho
Meu barraco no Terreirão
No topo
Já instalado no Camping, hora de estrear minha barraca NORD, meu saco de dormir, o isolante térmico que na minha cabeça era perfeito. Que nada, não é fácil acampar, que trabalheira, encontrar um lugar bom com terra macia, que tenha sombra, o pior é que todos querem um cantinho desse, foi uma correria,  eu corri me joguei no chão junto com minha mochila e finquei meu bastão de caminhada no chão e proclamei naquele momento o Estado Unido do Diego, pronto era meu território.

O sol já havia se despedido

Vamos montar a barraca, ler o manual e rezar que tudo dê certo. Deu tudo certo, a barraca ficou muito bonita e claro não entrei deixei para mais tarde, que decepção como é pequena, ou eu sou alto e grande demais, minha cabeça ficou encostada em um lado e meus pés no lado oposto, me senti numa lata de sardinhas. E o saco de dormi que na minha cabeça era uma cama, que nada, nem entrar nele eu consegui,  não fabricam esses produtos para pessoas grandes. Nunca li em blog um aviso de que não é confortável dormir em saco de dormir, não posso esquecer do isolante térmico funciona, funciona se eu tivesse colocado três, um do lado do outro, cara apenas um metade do seu corpo vai ficar do lado de fora com toda certeza, eu passei por essa experiência. Porém para curtas caminhadas é preciso carregar poucas coisas e coisas leves. Tudo bem, nada que um relaxante muscular não te faça apagar.

Vamos falar da caminhada até o pico da bandeira, nossa que lugar lindo, eu em vários momentos me senti na Terra Média da trilogia Senhor dos Anéis. Um lugar lindo, uma imensidão imensurável, escadas de pedras, setas pintadas nas rochas marcavam a direção, estacas no caminhos demarcava os limites da trilha, sempre seguindo a estrada dos tijolos amarelos, o grupo segui de jipe por dentro do Parque, até um mirante onde começava a trilha para o topo, um lugar lindo.

 O guia faz uma reunião explicando tudo o que era necessário para concluir a trilha até o topo, gente é muito chão, o tempo estava quente, meus braços ficaram pretos de tanto sol que eles pegaram.

Eu fui seguindo a trilha admirando toda sua beleza até chegar no terreirão, um lugar descampado que serve de base para começar realmente a subida da base ao topo do pico da bandeira. Lá é um camping, com banheiro e água potável. Descansei durante umas duas horas e partimos da base ao topo. Segui a trilha com dois rapazes e uma moça, eles andavam muito rápido, nos distanciamos de todos, e concluímos a subida em 1:30 h, nessa subida você passa por todos os tipos de obstáculos, são muitas pedras soltas, arbustos, fora a vista maravilhosa que muitas vezes me vi distraído contemplando sua beleza.


Falta ar a cada passo que eu dava, o ar ia ficando rarefeito, eu tive dificuldade de respirar o coração disparava, eu muitas vezes tive medo de morrer por causa da pressão que dava no corpo, mais deixa de drama, eu queria chegar lá no topo, eu ia pulando de pedra em pedra, meu bastão de caminha meu fiel escudeiro me ajudou muito, polpando meu joelho tanto na subida quanto na descida. Importante todos devem comprar um, é barato 50,00 você compra um.

De longe perdido naquela imensidão que mescla Espirito Santo e Minas Gerais a gente via a torre, que calor eu suava muito, desidratava demais, tinha bebido bastante água no terreirão, mais parecia que eu ia evaporando a cada passo dado. Que lugar incrível, o topo quando finalmente cheguei, não tem como descrever a beleza e o quanto é alto.

Galera toda reunida depois de horas

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

O que levar para uma travessia a pé de 3 dias

Eu vou fazer uma travessia (Petrópolis X Teresópolis) a pé de três dias pelo Parque Nacional da Serra dos Órgãos, que fica na região serrana do Rio de Janeiro, a ideia surgiu após ter feito um curso de sobrevivência na selva em Teresópolis organizado pela UFFI Adventures Trilhas e Rumos, uma galera do bem. Paguei pela travessia R$ 320,00 em depósito, não tenho cartão de crédito. 



Vou confessar, que eu estou um pouco perdido em relação a tudo, eu nunca acampei, a única fez que coloquei um mochilão nas costas foi quando fui para Europa e a mochila nem era minha, saco de dormir sei que é um saco e são tantos itens que eu estou quase desistindo. 




Eu não sou muito de planejar, eu vou ver lá na hora. Não curto ficar vendo fotos ou seguindo os planos de outros que já fizeram, eu curto o novo e é isso que eu vou fazer. 

As vezes, eu me imagino sentindo o vento da montanha mais alta e me sentindo livre, nesse momento eu acredito realmente que posso voar, não literalmente, que seria impossível. Porém isso me faz persistir em não ter preguiça, porque no fundo é mais fácil ficar no meu sofá. Mais não ficarei no meu sofá nunca mais, nunca mais.

Dei uma pesquisada nos equipamentos necessários para o acampamento, sei que o momento econômico não está fácil, então comprei algumas coisas na liquidação, eu sou o cara mais econômico do planeta eu garimpo oportunidades, já até fui apelidado carinhosamente por um amigo de Vladek Spiegelman, só porque eu uso o saquinho de chá duas vezes e só compro na liquidação.



Eu também pedi emprestado aos meus amigos coisas que eu poderia usar. 

Vou listar as coisas que eu achei importante ter, comprar ou pegar emprestado e não devolver.


ACAMPAR


O que eu estou levando:
  1. Isolante térmico M50 Quechua
  2. Saco de Dormir Micron X-lite 5 Graus - Nautika
  3. Barraca de Camping Nord Outdoor Summit - 2 Pessoas - FRETE GRÁTIS
  4. Utensílios para acampamento (prato, talhares e copo)
  5. Cantil de água (Clor-in)
Se eu tivesse mais dinheiro eu também levaria:
  • Lençol para saco de dormir
  • fogareiro
  • Panela
  • uma pessoa para carregar minha mochila



COMER


O que eu estou levando:

1 - Kit lanche
    1. barra de cereal sabor A
    2. barra de cereal sabor B
    3. dois polenguinhos
    4. caxinha de suco de laranja
2 - Kit Almoço
    1. Cup noodles
3 - Kit Jantar
    1. Cup noodles
4 - Avulso
    1. Saco de amendoim
    2. Bombons




NECESSÁRIO


O que eu estou levando:
    1. Remédios (cabeça, estômago, anti-gripal, esparadrapo)
    2. Protetor solar
    3. Produtos de higiene pessoal (lenço umedecido, desodorante, hidratante, sabonete)
    4. Chapéu ou boné
    5. Óculos escuro
    6. Lanterna e baterias
    7. Sapatos de trilhas (botas ou tênis com trava)
    8. Toalha tecnológica seca rápido
    9. Bastão de caminhada para ajudar na descida
    10. Chinelo para descansar o pé a noite



ROUPAS


O que eu estou levando:
    1. Duas calças
    2. Duas camisas
    3. Dois pares de meias
    4. Três cuecas
    5. Casaco segunda camada (Fleece)
    6. Casaco terceira camada (Impermeável e corta vento)
    7. Toca e cachecol
Eu estarei viajando no dia 10 de outubro, será meu presente de aniversário. 




Estarei mostrando como é bom e fácil curtir a vida, momentos inesquecíveis eu terei.

Go Diego! Go!

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Cachoeira do Escorrega e Cachoeira da Lage

O dia é 20 de setembro um domingo com sol, são 5:30 da manhã e acordo com preguiça de levantar e penso em desistir da possível aventura que poderei ter. Mais se eu desistir o que eu terei para contar? Fala sério, eu grito comigo LEVANTA e eu me levanto, corro para o banheiro, ligo um aplicativo muito legal do celular Superplayer e escolho o canal de música Arrumando as Malas, nossa só músicas legais. Tomo um banho esperto e ainda tenho dúvidas se eu vou. 


Decidido a ir e bastante animado para usar uma mochila arpenaz 10L Quechua que é própria para trilhas não muito longas, super confortável. Coloco dentro dela uma garrafa de água 1,5L, quatro barras de cereal, uma toalha kingcham muito irada ela seca rapidamente e não fica molhada, protetor solar pois o dia prometia muito sol, meu chapéu com ambas para proteger meu pescoço e minha recente careca (pequena e quase imperceptível). Tudo pronto, segui para o terminal central de Macaé, tínhamos marcado 6:20 AM com todos os participantes do Ponto da Aventura, que alegria rever os amigos de trilha, poder mostrar minhas roupas tecnológicas e suas funcionalidades, eu curto muito fazer propaganda de coisas legais e boas.


No terminal de ônibus eu decido ir de carro para o distrito de Bicuda Pequena, esse era no destino. Eu convidei alguns amigos para seguir viagem comigo, um casal muito simpático a Cris e o Wagner meus parceiros de trilha, foi com eles que fiz a minha primeira trilha segurando vela. Foi em Búzios, fizemos duas trilhas, porque a Cris já estava morta no final da segunda, fomos almoçar e contemplamos o pôr do sol no Porto da Barra em Búzios, lugar lindo e muito divertido, com vários bares e restaurantes.

Voltando a Macaé, peguei o carro e fui seguindo o carro do Guia Erick, eu não tenho costume de acelerar muito o carro então segui a 90 km, depois de uma hora de muito buraco e poeria pelo menos em um pequeno trecho, chegamos no destino. Muita festa, como chegamos cedo no ponto de encontro, ficamos passeando no local. Tinha um trailer que vendia lanches, comi um bolinho de aipim com carne seca muito saboroso, relutamos pagar R$ 25,00 em um frango assado que já estava quase assado e nem eram 8:00 da manhã, muito estranho isso que fique relatado.

Chegando o ônibus, estamos agora todos reunidos, eu escuto alguns relatos que estavam destruídos pela viagem de ônibus, uns estavam até enjoados de tanto que foi chacoalhado dentro do transporte público que custou apenas R$ 1,00.

Recebi minha carteirinha do ponto da aventura, que foi parar dentro da máquina de lavar roupas ontem, dentro da calça. 

Começamos a trilha, muito emocionado de estar junto a natureza e junto da Fernanda, garota esperta gosto muito dela, por ser uma heroína e toda tem um ponto fraco, o dela é o sol, cara o sol destruiu a Fernanda ela andava se derretendo. Eu e Marcelo servimos de cabide para ela em toda a trilha. Em todo ponto de água ela se refrescava e recarregava as energias.

Primeira parada a cachoeira do escorrega, nossa que lugar lindo eu me senti no paraíso, minha vontade de viajar para o exterior diminui 85%, claro se eu for levar em consideração a crise em que estamos minha vontade cai para 100%, eu prefiro pagar os R$ 15,00 que o Ponto da Aventura cobra.

Que lugar lindo, eu pareci um maluco repetido a mesma frase, e fala a mesma frase para cada pessoa que chega na cachoeira, ela era bem escondida tipo um jardim secreto ou uma passagem dentro do guarda-roupas, lugar incrível, lindo demais, como eu queria que meus sobrinhos estivessem comigo ali, eles iriam amar.

Cachoeira do Escorrega
Desfrutamos das hidromassagens que a natureza construiu, meu Deus que lugar gostoso de se estar. Um casal super lega levou um bolo de aipim muito saboroso, eu comi dois pedaços, e comi mais coisas dos meus amigos também, acho que é uma das vantagens de ser avulso.

Cachoeira do Escorrega

Cachoeira do Escorrega
Partimos para outro destino, cachoeira da Laje, foi ai que as coisas complicaram, eram uns 4 km de distância até esse local, Fernanda já apresentava sinais que ia desmoronar mais mantinha-se firme apoiada em dois paus humanos, sentamos enfrente a um cemitério, que parecia não ser usado a bastante tempo, chegamos a comentar que ali a morte não incomodava. Um ataque de micro carrapatos começa a subir nos tênis e roupas das pessoas que ali descansavam.

Marcelo e Fernanda

Encontramos um ponto de água que brotava em um cano em um morro de barro, não sabíamos a procedência da água, eu cheirei e bochechei a água, não tinha gosto e nem cheiro, portanto bebi, bebi e muito. Seguimos com a Fernanda cantando uma canção do Mágico de Oz.
"We're off to see the Wizard, The Wonderful Wizard of OzYou'll find he is a whiz of a Wiz! If ever a Wiz! there was
If ever oh ever a Wiz! there was The Wizard of Oz is one because
Because, because, because, because, because
Because of the wonderful things he does
We're off to see the Wizard. The Wonderful Wizard of Oz"

Chegamos na outra cachoeira, que estava muito bonita também, mais nada se comparava a do escorrega, eu queria voltar imediatamente, mais ficamos e descansamos, comemos e descansamos mais um pouco, o povo gosta de descasar.
Cachoeira da Laje

Retornamos para o ponto de partida, estava muito quente e tínhamos muita estrada pela frente. Foi muito bom estar mais uma vez reunido com essa galera.



Trilha noturna Pedra Peito de Pombo Sana

O sábado começa bem animado é dia 26 de setembro, rock in rio rolando na cidade do Rio de Janeiro, véspera de São Cosme e Damião, festival de música instrumental no Sana e é claro o melhor, um dia com muito sol. 

Eu não havia levantado da cama, não havia arrumado minha mochila e já eram 10:00 h da manhã, eu precisava descansar confesso. E confesso também que estou um pouco viciado na Netflix.

Como sempre e estrategicamente fiquei planejando na minha cabeça o que levar para a trilha, estaria muito calor durante o dia e a noite com toda certeza estaria frio (no topo da Pedra).

Eu comprei umas roupas tecnológicas no site da Decathlon, segunda pele superior e inferior, casaco fleece, toca e luvas e calça legging response, havia prometido para mim que nunca mais sentiria frio outra vez, essas roupas estariam na mochila isso sem dúvidas, comida eu não fiz questão de me preocupar, levaria umas mexericas e umas barrinhas de cereal, jantaria no Sana com os amigos antes de encarrar a subida. Separei uma garrafa do vinho barefoot, um vinho da Califórnia cuja a casta era Zinfandel uma uva muito famosa e saborosa. Eu sou sócio do clube do vinho, wine.com.br é lá onde compro minhas garrafas. 

Faltando uma hora para sair de casa, decido arrumar minha mochila e rapidamente ponho em prática tudo que havia planejado mentalmente. Pronto mochila arrumada, nela tem:


  1. Fleece quechua forclaz 500
  2. Luvas teke heat touch wed´ze
  3. Cachecol reversível wed´ze 
  4. Segunda pele superior
  5. Collan isolante elioplay
  6. Calça ekiden essential kalenji
  7. Meias forclaz warm
  8. Cueca boxer kalenji
  9. Lanterna de mão energizer
  10. Vinho californiano barefoot zinfandel
  11. Camiseta ekiden kalenji
  12. Remédios,higiênico e comida





Decido ir de carro até Casimiro de Abreu, convido meu amigo Junior do Ponto da Aventura para ir comigo, estaciono meu carro na cidade e pego uma transporte que nos leva ao Sana.

Chegando no Arraial do Sana, o local está em festa pois estava acontecendo o 7º Festival de Música Instrumental do Sana, esperamos na praça, eu dormi literalmente, forrei a minha toalha na grama e tirei um cochilo. Acordei e dei um passeio pelo centro, meus amigos estavam se reunindo e era uma festa, todos se abraçando e matando a saudade, o ponto de encontro era na praça dos artesanatos, local onde é vendido todo tipo de artesanato local. Comprei uma toca de crochê muito legal.

Galerão reunido abro a garrafa de vinho, temos que esperar dar 23:00 para começar a trilha, já jantamos e bebemos, agora é tirar a foto com todos reunidos e partir.
Todos estão muito ansiosos, tem muitos que farão a trilha pela primeira vez e eu deixo bem claro que é uma trilha difícil e muito puxada, com subidas e escaladas. Gosto de ver a cara de assustado deles.

A lua está linda, começamos a caminhada, para minha segunda vez eu estou bem animado, eu estava com lanterna, equipamento que eu não tinha quando subi pela primeira vez. 

Estava uma noite bem tranquila e quente, a trilha possui três pontos de coleta de água, ela não é muito sinalizada para se fazer a noite, mais o guia sabe o caminho de olhos fechados, que lugar lindo, a lua iluminava todo o pasto. 

A galera bem animada não parava de falar, cantoria, imitação de som de animais, todos bem animados, eu poupava fôlego para aguentar o que vinha pela frente, uma subida bem cansativa puxando raízes e troncos de árvores. Tinha algumas porteira para atravessar, como dizia o guia o último a passar fecha a porteira, é regra. 


Paramos para comer algo e descansar, como foi divertido, eu vi gente carregando sacola plástica, bolsa de uma alça só, mochila de computador, tinha de tudo. Isso só dificultaria as coisas para trilha, mais vivendo e aprendendo. Um ponto bem cobrado, NÃO SE FAZ XIXI NA TRILHA! Saia da trilha e faça suas necessidades.

Depois de 1:30 h de caminhada, já estava com muito calor, nós fazíamos várias pequenas pausa para agrupar o pessoal, eramos uma equipe e tínhamos que permanecer unidos. A quantidade de mulher era maior do que a de homem, um sinal que a mulherada está buscando mais se aventurar. Nossa, na última hora de caminhada de quatro horas total de subida, eu já não aguentava mais, as pessoas perguntando se estava chegando, a subida era bem íngreme, estávamos escalando raízes e troncos, estava muito escuro, esqueci de mencionar eu era uns dos primeiros da trilha abrindo caminho, me senti muito feliz por isso e senti medo por que era tudo muito novo, tinha muitas árvores caídas pela trilha dificultando nossa passagem. 

Mais quando alcançamos o topo foi incrível, que sensação de vitória, estava muito cansado e com muita sede, me restava apenas 500 ml de água apenas. Me instalei na pedra do Peito do Pombo e ficamos aguardando o resto do pessoal, tinha umas 15 pessoas comigo no topo e tinha muitas para chegar ainda. Aí que começa o problema para a galera, depois de muita festa e alegria contemplando a beleza do local. O frio era um inimigo, o corpo quente e suado, foi trocado por um com dor e com muito frio. Diga de passagem que eu não estava suado e muito menos com frio, graças as roupas tecnológicas e apropriadas para a ocasião, me salvaram. Acho que eu era o único que não senti frio, tinha o Bob o cachorro que nos segui a trilha toda, na verdade era ele que ia na cabeça da trilha, abrindo caminho. Era muito confortante na grande escuridão ouvir meus amigos chamando o Bob e ele aparecia com seu pelo branco abanando seu grande rabo. 




O frio começou a incomodar a todos, a pessoas começaram a uma grudar na outra para não sentir tanto frio, eu deitei no meio de duas moças que foram me apertando e apertando, eu me senti um biscoito recheado onde o recheio era eu. Graças a mim elas conseguiram passar pela madrugada fria. Todos estavam rezando para chegar ao topo, depois rezando para a madrugada fria passar e o sol nascer. Claro que quando ele nasceu isso tudo ficou para trás visto a beleza de um nascer do sol, ele nasceu um pouco tímido e rosado, mais depois ele apareceu e esquentou a todos. Ver a superação dos meus amigos, com os pés arrebentados cheios de bolhas e machucados, os tênis rasgados, as pernas arranhadas e as mão com feridas, quem disse que é fácil fazer trilha noturna. Mais estávamos todos lá tremendo de frio e juntos.




Missão comprida, todos haviam conseguido finalizar a trilha, todos estavam em segurança no topo da montanha, todos tinham história para contar, calos para cuidar, lágrimas para enxugar, como era bom acordar e ver todos seus amigos ali reunidos em um só festa, muitas pessoas eram novas para mim, fiz novos amigos e revi velhos, foi muito prazeroso estar mais uma vez reunidos com eles.










Nosso retorno foi bem mais rápido e tranquilo, era dia e o tempo estava agradável, as fontes de água salvaram o nosso dia, eu estava com muita sede e bebi muita água na descida, e adivinha quem estava comigo na descida o cão legal Bob, ele estava bem magro e bem cansado, espero que ele fique bem.

Então correu tudo bem, fiquei muito feliz com o resultado da trilha. Espero ver todos na próxima aventura.